Morada da vingança

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Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Sex Jul 08, 2011 7:11 pm

Meniinas, olá a todas Very Happy
Bom, este é um livro que eu escrevi, e acabei a pouco tempo, então resolvi compartilhar com vocês! Se quiserem ler, só me dar um aviiso, vou postar aqui uma sinopse:

Lara Aguiar é uma garota de quase dezessete anos, que resolve dar uma mudada em sua vida e muda de período escolar para conhecer novas pessoas. Assim sendo, ela conhece Kemilly, que torna-se sua melhor amiga, e apaixona-se por Gabriel. Mas, com o tempo, ela descobre que Kemilly é uma meia vampira, e é covardemente separada de Gabriel, o que faz crescer dentro de ti uma enorme sede de vingança da pessoa que fez isto.. Então, ela conhece uma outra pessoa, que faz-lhe uma proposta para concretizar sua vingança que pode mudar totalmente a sua vida: SER UMA VAMPIRA!

Bom pessoal, ai está, se alguem quiser, só aviisar Very Happy Beijinhos!
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Re: Morada da vingança

Mensagem por RafaVampireDiaries em Sex Jul 08, 2011 7:57 pm

eu kero mut mut posta agora pra mim? please
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Eloo em Sex Jul 08, 2011 10:07 pm

Posta bem rapido, quero muuito ler Smile
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Jennifer em Sab Jul 09, 2011 7:33 pm

posta simmmm
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Sab Jul 09, 2011 7:49 pm

Prólogo


Quando me sentia tão insatisfeita com a minha vida, não tinha a consciência de que tudo estava na mais perfeita ordem, e que minhas atitudes seguintes iriam causar uma reviravolta imensa em todo o meio.
O que esse sentimento é capaz de causar em mim, o que aconteceu bem aqui dentro, que me fez crescer esse ódio e essa vontade imensa de vingança por não poder vivê-lo, sendo recíproco?
O que isso tem de tão intenso, que me fez pensar nessa situação, cogitar essa hipótese, entrar para esse mundo, largar tudo e todos, e viver sombriamente, por vingança? Valeria tão a pena assim?


Capítulo 1 – Um novo começo

Sou Lara Aguiar. Não tinha do que me queixar, mas eu não estava mais satisfeita com a minha vida. Eu adorava aquele período. Adorava aquelas pessoas, aqueles amigos, companheiros para todas as horas. Adorava meus professores, as matérias, enfim, tudo. Para uma aluna de 3º ano, eu parecia gostar demasiadamente da escola. Ninguém era assim.
Mas eu realmente precisava de uma mudança. Não me sentia mais feliz como antes, apesar de amar a tudo e a todos. O período de tarde era magnífico. Eu podia sair de casa com o sol brilhando, e voltar já podendo ver as estrelas, e apreciando a brisa leve que batia em meu rosto delicadamente, e espalhava meus cabelos. Mas resolvi estudar de manhã. Eu sei que sentiria uma enorme diferença, tudo seria novo, eu sairia de casa com um frio imenso e chegaria morrendo de calor, teria sono nas aulas e talvez não sentisse mais tanto gosto pelos estudos como antes, mas eu precisava realmente disso. Algo dentro de mim gritava extraordinariamente por isso.
Ao contrário da maioria das escolas, na minha escola não se conheciam as pessoas da mesma série em períodos diferentes. Sendo assim eu não conhecia ninguém do 3º ano A. Até os professores eram diferentes. Seria como se eu mudasse de escola. Eu conhecia uma menina que já havia estudado à tarde comigo, mas não sei se ela lembra bem de mim.
Eu estava aqui, nesse exato momento, me preparando para meu primeiro dia de aula. Não seria aquela coisa natural que foi desde a 2ª série. Seria tudo totalmente novo. O meu relógio agora batia em 05h30min da manhã. Minha aula começaria 06h30min. Recolhi a toalha que enxugava meus cabelos castanhos claros e longos, com seu leve toque alaranjado que me tornava um tantinho ruiva, e comecei a realmente me arrumar. Eu já havia vestido minha roupa, somente uma camiseta simples com uma calça jeans, aliás, era tudo novo agora, e era só um primeiro dia de aula. Optei por deixar meu cabelo simples, somente o penteei para trás, deixando-o que secasse naturalmente. Passei uma rápida maquiagem básica, somente pó, um blush rosa clarinho, gloss e rímel incolor. Coloquei meu all star rosa, joguei tudo muito desarrumado dentro da mochila, e desci para a cozinha.
Minha mãe, Ellen, já estava acordada, a fim de me enfiar alguma coisa goela abaixo, à força. Eu não conseguia comer de manhã, e para minha mãe, era impossível ficar até dez horas da manhã sem ingerir nada. Eu já torci a cara ao vê-la fritar uns ovos e um copo imenso de leite com chocolate em cima da mesa.

- Bom dia, minha filha. Ansiosa para o primeiro dia de manhã? – perguntou minha mãe, sorrindo.
- Sempre se há de ter expectativas, mamãe.
- Já está quase pronto o seu café. – concluiu minha mãe, apressada, antes que eu saísse sem comer.
- Mãe, você sabe que eu não consigo comer de manhã, vai me dar ânsias. – eu disse, torcendo os lábios.
- Não vai coisa nenhuma. Trate de comer. Depois você passa mal e eu vou ficar preocupada. Não vou voltar a deitar até que você coma.

Bufei, desapontada. Teria de comer e depois ficaria com dor de estômago pelo resto da manhã. Cortei o pão ao meio que minha mãe colocou em cima da mesa para mim. Não estava ruim, mas eu realmente não conseguia comer de manhã. A comida não descia, virava papa na minha boca. Tentei empurrar tudo com goladas longas de leite, a fim de dissolver aquele pão e facilitar a minha digestão. Minha mãe me analisava sem parar, checando se eu não estava dando a comida para o cachorro.
Terminei de comer, totalmente insatisfeita de ter sido forçada, dei um breve beijo em minha mãe, peguei a mochila e saí porta afora. O frio estava imenso. Rajadas de vento batiam violentamente contra meu rosto, parecendo querer me cortar. Aposto que esse tempo melhoraria de tarde. Era típico de São Paulo.
A escola não era longe da minha casa. Eu iria andando numa boa, não era muito a fim de pegar ônibus. O que acabava comigo, era que à essa hora, o céu ainda estava escuro, clareando pouco a pouco, e eu era extremamente medrosa. Se eu sentisse algo suspeito a um assalto, certamente sairia correndo.
Saí andando devagar, respirando compassivamente, tentando ser o mais normal possível. No caminho da minha casa à escola, seria necessário passar a frente de um matagal. Respirei fundo, tomando coragem de passar por ali, com as poucas luzes que iluminavam aquela rua.
Aparentemente tudo estava normal. Eu continuei andando, e até me senti mais à vontade, ao perceber que era tudo coisa da minha cabeça. Já até começava a clarear. Então, senti algo atravessar o mato, e um farfalhar de folhas. Comecei a acelerar novamente o passo, o medo voltando a mim, e continuei a ouvir o barulho de folhas, e alguns passos leves. Não pude me conter. Corri!
Enquanto eu corria, o barulho ia se distanciando, e a escola se aproximando. O medo também se esvaia, embora eu fosse ficar com medo de ir à escola sozinha nos próximos dias. Melhor eu parar de correr agora, se não iria atrair mais a atenção para mim ao chegar à escola.
Cheguei à escola, colocando minha respiração no lugar. Pelo menos ninguém havia parado e ficado olhando demasiadamente para mim. Somente uns olharezinhos ou outros. Tentei ser o mais discreta possível, não reconhecendo nenhum rosto. A única vantagem é que eu conhecia a escola toda, afinal, estudava lá desde a 1ª série. Eu sabia milimetricamente o caminho de cada sala, cada banheiro, cada corredor.
Dirigi-me logo à secretaria. Precisava saber qual era a minha sala, e qual seriam meus horários. Entrei, e algo estava diferente lá dentro. Acho que havia trocado os balcões. A dona Dulce, que era secretária, sorriu logo para mim, reconhecendo-me.

- Olá, querida, está de manhã agora?
- Sim, dona Dulce. – sorri, delicadamente. – A senhora sabe em qual sala ficará o 3ºA?
- Hum, me deixa dar uma olhada aqui. – disse dona Dulce, remexendo em uns papéis. – Sim, você ficará na sala 8.
- Ok. Os horários serão passados na sala?
- Acredito que sim.
- Muito obrigada, dona Dulce. – sorri novamente.
- Por nada, querida. Boa sorte com o novo horário. – Dona Dulce me respondeu, simpaticamente.

Saí da secretaria. Eu sabia exatamente onde era a sala oito. Pelo menos não seria tão mico, tocasse o sinal, eu só iria para a sala, e pronto. E aí vem mais uma coisa ruim. Ainda faltavam 10 minutos até bater o sinal para o inicio das aulas, e eu ainda não podia ir para a sala.
Sentei-me em um banco do pátio, colocando minha mochila em meu colo, e mexendo rapidamente no meu celular, procurando por algum joguinho para de distrair durante esses dez minutos. Que eu soubesse, de tarde, a proibição de celulares era somente dentro da sala. Mas, antes que eu pudesse achar algum jogo interessante para ocupar meu tempo, o celular apitou por falta de bateria. Desliguei-o, e joguei-o revoltadamente dentro da mochila.
Vi algumas garotas chegando, todas se abraçando e dando gritinhos histéricos, por estarem voltando às aulas e matando as saudades. Eu somente olhava. Todas as garotas que chegavam se juntavam ao grupinho, exceto uma. Ela era média, mais ou menos do meu tamanho, talvez uns dois cm maior, com os cabelos bem pretos presos desgrenhadamente com uma presilha, mas ainda assim, era bonita. Tinha os olhos também bem pretos e intensos, e uma pele bem branca. Ela era bonita. Usava um jeans azul escuro e uma jaqueta que parecia ser da ultima moda de Paris. Uau. Estranhei que ela não se juntasse ao grupo das histéricas.
Ao contrário, a garota sentou-se no mesmo banco que eu estava, mas na ponta oposta. Bom, talvez ela fosse uma garota legal. Puxava ou não puxava assunto? Eu precisava me enturmar no período da manhã, e ela parecia uma boa opção. Virei-me um pouco de lado, decidida a falar com ela.

- Oi. – ela dirigiu a palavra a mim, na hora em que eu iria falar com ela.
- Oi. – respondi sorrindo, tentando ser simpática.
- Você é de que ano? – ela perguntou, com uma expressão serena.
- 3º, e você?
- 3º também. Somos da mesma sala. – ela sorriu. – Você é nova, ou veio do 2ºB?
- Estudo aqui desde a 1ª série. Mas sempre fui B.
- Bom, se quiser se enturmar comigo, se sinta livre. Eu sou considerada a excluída. – ela agora sorriu um pouco mais alto.
- Por quê? – perguntei, curiosa. – Uma garota tão bonita assim deveria ser uma das mais populares.
- Bom, por eu não querer ser histérica como essas patricinhas, sou considerada estranha. Eu fico na minha, faço o que tenho que fazer, e até me chamam de nerd. Alguns garotos falam comigo, mas acaba por não me dar muita atenção por eu não ser do grupo das populares. Mas eu não ligo. – disse a garota, agora não mais sorrindo.
- Bom, acho que ficar com você é uma boa opção. Não gosto muito de chamar a atenção principalmente quando não sou conhecida. – comentei.
A garota se levantou, fazendo seu cabelo mal preso se soltar. Ele brilhava preto como um céu ao luar.
- Bom, sendo assim, prazer, Kemilly Jardini. – disse a garota, estendendo a mão para mim.
- Lara Aguiar. – retribui o aperto, junto com um sorriso.
E então ouvimos o soar do sinal que daria inicio às aulas.
- É, vai começar. Vamos lá. – comentei, meio que comigo mesma, mas recebendo uma confirmação com a cabeça de Kemilly.

Levantei-me e fomos juntas até a sala. A sala 8 era grande, e tinha as cadeiras azuis claras, e duas lousas, com um mural na lateral direita. Acomodamo-nos, não muito no fundo, mas também não muito na frente, a fim de não ser considerada nem nerd nem bagunceira.
Todos se sentaram, e esperamos o professor entrar na sala. Todos estavam na expectativa para saber qual aula seria a primeira.
Então entrou um professor na sala. Ele era alto, moreno, e particularmente, um gato. Logo fiquei sabendo que ele era de matemática, pelos comentários infelizes das patricinhas.
O professor começou a falar sobre todo discurso de primeiro dia de aula, mas não tão longo dessa vez por ser 3º ano. Logo já deu seqüência com alguns exercícios. Senti alguns olhares em mim. Pelas expressões eu podia entender alguns como positivos, outros nem tantos. Kemilly somente disse para que eu não ligasse. Ela passava por isso diariamente.
Algo, repentinamente, atraiu minha atenção. Um menino, aparentemente atrasado, bateu na porta da sala, com todos seus livros e o restante do material caindo sobre seus braços, e com uma respiração ofegante de quem correu uma maratona.
- Bom dia, professor. Posso entrar? – perguntou o garoto, ainda ofegante.
Ele era bonito. Seu cabelo era bonito... Bom, algo nele me chamou a atenção. Talvez ele fosse uma boa pessoa e essa atenção fosse a mesma coisa que senti quando vi Kemilly.
- Entra, Gabriel. Atrasado no primeiro dia de aula, em. – respondeu o professor, dando uma risada de lado, tentando parecer descontraído.

Gabriel entrou, e sentou-se em uma carteira ao meu lado, a única que estava vazia a essas horas. Acomodou-se, colocando seus materiais na carteira, e parecendo tentar uniformizar a sua respiração. Parei de olhá-lo e continuei prestando atenção nas aulas.
As aulas pareceram passar rápido. Ou era porque as matérias eram só revisões do ano passado, e eu já sabia fazer grande parte, então eu me distrai no tempo que tive. No intervalo das aulas, fiquei com Kemilly, conversei sobre o período de tarde e ela falou um pouco sobre a vida dela. Já combinamos que os trabalhos em dupla ficariam por nossa conta. Descobri também que Kemilly morava algumas ruas depois da minha, ali perto do matagal. O estranho é que eu nunca vi nenhuma casa por aquelas ruas... Devia ser uma ou duas ruas atrás. Talvez eu tivesse a oportunidade de conhecê-las.
Senti alguns olhares e cochichos de alguns meninos em mim, inclusive o tal Gabriel. Não esbocei reação, afinal, se eles queriam me conhecer, que viessem falar comigo. Ou eram tão covardes assim?

- Parece que eles gostaram de você. – comentou Kemilly, apontando discretamente para o grupo de meninos.
- Como assim? Gostaram de mim? – perguntei, meio gaguejando.
- Você é novidade. Eles sempre gostam de novidades. Não dou mais um dia para que venham te bajular. – Kemilly disse, virando-se para uma barra de chocolate que estava comendo.
- Quem é aquele? Dos cabelos pretos e bagunçados e olhos pretos? – perguntei, desinteressada. Somente estranhava a forma como ele estava a olhar para mim.
- Ah, aquele é Gabriel Duarte. Ele é até que legal, mas às vezes bagunça de mais nas aulas. Ele acaba indo mal nos estudos por isso, e se prejudicando. Mas não deixa de ser uma boa pessoa. – respondeu Kemilly, parecendo não ter aversão nenhuma a Gabriel.
Eu olhei para Gabriel e para os outros garotos. Eles pareciam ser o grupinho popular da sala, daqueles que zoam dos outros e praticam bullying. Eu particularmente não gostava muito disso, mas também não tinha nenhuma conclusão certa para eles, pois não os conhecia.
- Gostou dele? – perguntou Kemilly, parecendo ler algo dentro de mim que nem eu decifraria.
- Não. – respondi prontamente. – Bom, parece ser um cara legal. Mas nada especial. Só perguntei particularmente dele porque ele chegou atrasado ao primeiro dia de aula.
- Típico. – respondeu Kemilly rapidamente. – Tem um grupinho que nunca entra na primeira aula. Quero ver como vão fazer vestibular ano que vem.
Voltei a comer a minha barra de cereal, tentando parecer camuflada no meio de todas as pessoas, e prestar atenção no que Kemilly estava dizendo.
- Você gosta de algum? – continuei puxando assunto com Kemilly. – Afinal, qual o nome de cada um?
Havia mais quatro além de Gabriel.
- Bom, gostar para ter algum relacionamento, não. Mas em questão, esses são legais. – Kemilly deu mais uma mordida no chocolate, e começou a listar os garotos, apontando disfarçadamente. – O loiro, é David. Ele é bem legal, mas é muito de zuação, às vezes irrita um pouco. Ao seu lado, de cabelo castanho, está Rafael. Eu o adoro. Ele é muito amigo e também muito carinhoso. É jogador artilheiro do time de futebol da escola. O próximo, André. É particularmente o que eu menos gosto. Ele é falso, e influencia os meninos para serem idiotas com os outros, como ele é. Por ultimo, Michael. Ele não fala muito comigo, mas sempre que fala costuma ser simpático.
Eu somente assenti com a cabeça, concordando ter entendido e marcado cada um com a descrição de Kemilly. O tempo passou que eu nem percebi, e então o sinal de saída tocou.
- Bom, acho que podemos ir embora juntas. Pena que não somos vizinhas. Assim, você terá que andar metade do caminho sozinha. – Kemilly sugeriu, e sorriu delicadamente para mim, como desculpas por não me acompanhar até em casa.
- Sem problemas algum. Qualquer dia desses, você pode ir à minha casa se quiser.
- Eu vou adorar! – Kemilly concordou.

Saímos andando, e conversando uniformemente. Rapidamente, havia chegado à estrada do matagal, que levava a casa de Kemilly. Fiquei a observar, e realmente havia uma rua atrás, que deveria levar à casa dela. Cheguei a minha casa, cansada do meu primeiro dia e morrendo de sono, por estar desacostumada a acordar cedo. Abri rapidamente a porta, e tudo estava nos conformes. Minha mãe havia ido trabalhar, e na geladeira havia um bilhete, dizendo que meu almoço estava na mesa. Pude sentir o cheiro de comida assim que reparei que era o meu almoço, e meu estômago roncou. Subi correndo para o quarto, joguei minha mochila com tudo em cima da cama, louca para dormir, mas antes, iria almoçar. Podia ouvir meu estômago gritando, e o cheiro de bife com batatas fritas estava me chamando.
Desci até a cozinha, e engoli o prato em dez minutos, tempo Recorde. Dirigi-me ao banheiro, escovei os dentes rapidamente, e subi para o quarto, com a intenção de dormir. Arrumei os cobertores, e deitei, mesmo de calça jeans e camiseta. Assim que deitei em minha cama, o sono pareceu se esvair. Girei de um lado para o outro umas repetidas dez vezes, tentando entender onde fora parar meu querido sono, até que desisti de dormir.
Abri meu guarda roupa à procura do meu Ipod, liguei-o, e coloquei em minha musica preferida, Firework, da Kate Perry, que já era a primeira da lista. Coloquei os fones no ouvido, o Ipod no bolso do jeans, e fui até a garagem. Peguei minha bicicleta preta com adesivos de borboletinhas rosa, e saí a pedalar pela rua.
O tempo a essa hora do dia já estava mais apreciável. Um sol brilhava um tantinho forte, mas ainda havia vento e brisa, deixando assim o dia agradável. Eu sentia a leve brisa bater em mim enquanto pedalava, e eu continuava cantarolando minha música preferida. Não sei se alto de mais, por estar com o fone nos ouvidos.
Pedalei mais, e mais, e mais, dando a volta na rua, e já estava chegando a uma rua que eu nem conhecia. A música me embalou tanto, que comecei a nem perceber mais que estava pedalando. Em uma tentativa de dar à volta na esquina, acabei sendo meramente atingida por um carro.
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Sab Jul 09, 2011 7:49 pm

Meeninas, desculpa se fiicou grande de maiis, prometo que os próximos eu diivido. Só não diviidi a pedido da Raaafa!!
Beijinhoos ♥
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Jennifer em Sab Jul 09, 2011 8:20 pm

só no prologo ja da pra ver que vai ser óptima a historia!
lalaa, eu nunca vi um dia de escola tão bem descrito e empolgante como o teu, você conseguiu fazer um dia normal que todo mundo tem ficar super envolvente, suas descrições são óptimas, eu gostei muito!
ela nao conhecia ninguem e mas já tem a kemilly de amiga, e ela parece ser bem legal. ela disse que nao mas já ficou de olho no gabriel que eu sei!
pk que em toda as escolas tem que ter esse grupinho das pos irritantes, elas sao muito histericas meu!!
o grupinhos dos meninos do bulling tb é típico de todas as escolas.
ela acordou cedo, e em vez de continuar tentando dormir foi andar de bicicleta? so de pensar ja fiquei cansada, caramba, e acaba por ser atropelada... e acho que é aqui que vai começar o inicio da nova vida que ela tanto queria quando mudou o período escolar!!
trágico!
xDD
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Sab Jul 09, 2011 8:26 pm

Jennifer escreveu:só no prologo ja da pra ver que vai ser óptima a historia!
lalaa, eu nunca vi um dia de escola tão bem descrito e empolgante como o teu, você conseguiu fazer um dia normal que todo mundo tem ficar super envolvente, suas descrições são óptimas, eu gostei muito!
ela nao conhecia ninguem e mas já tem a kemilly de amiga, e ela parece ser bem legal. ela disse que nao mas já ficou de olho no gabriel que eu sei!
pk que em toda as escolas tem que ter esse grupinho das pos irritantes, elas sao muito histericas meu!!
o grupinhos dos meninos do bulling tb é típico de todas as escolas.
ela acordou cedo, e em vez de continuar tentando dormir foi andar de bicicleta? so de pensar ja fiquei cansada, caramba, e acaba por ser atropelada... e acho que é aqui que vai começar o inicio da nova vida que ela tanto queria quando mudou o período escolar!!
trágico!
xDD

Jenni, obriigadãoo por ler, e aiinda bem que voocê goostou da minha forma de escriita, fiz o possivel para ficar bom!
Olha, a Lara realmente perdeuu o sono ;s e foi andar de bicicleta pq é algo que ela realmente goosta! Depois eu posto aqui a foto dos personagens ok ? Espero que possa continuuar lendo Very Happy
Amanhã provavelmente eu postee mais, e siim, esse atropelamento vai mudar mt coisa para a Lara!!
Beijinhos Jenni, obg msm!
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Re: Morada da vingança

Mensagem por RafaVampireDiaries em Dom Jul 10, 2011 1:17 pm

nao divide nao laala, eh bom assim! =(((
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Re: Morada da vingança

Mensagem por RafaVampireDiaries em Dom Jul 10, 2011 8:15 pm

cade o cap laala?????
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Dom Jul 10, 2011 8:22 pm

Capítulo 2 - Conhecendo

O motorista do carro buzinou e ainda xingou-me de desatenta. No susto, caí no chão e deixei minha bicicleta rolar longe. Podia sentir um arranhado no cotovelo e um suposto rasgo na calça jeans na parte do joelho. Ardia. Meus braços e pernas doíam. Em particular o braço e perna esquerda, que foi do lado que eu caí, doíam demais, quase que fazendo retorcer-me. Fiquei de olhos fechados por uma fração de segundo sem conseguir abri-los devido ao sol, e sem conseguir levantar com os membros machucados.
Ouvi passos de alguém correndo em minha direção. Abri um meio olho, levantando um pouco o braço direito para tapar o sol, e pude ver um garoto, alto, com os cabelos escuros brilhando ao sol, e olhando preocupadamente para mim.
- Você está bem? – o garoto perguntou. – Eu vi o seu tombo, foi feio.
- Meu lado esquerdo dói. Braço e perna. – conclui. – Não consigo levantar sozinha.
- Sente doer o pescoço, consegue mexer a sua cabeça?
- Sim, consigo. – confirmei.
- Ok, então posso te levantar.
O garoto me apoiou a ele, levantando-me, com cuidado. Parecia que todos os meus ossos saíam do lugar, e meu corpo inteiro doía. O lado esquerdo estava insuportável. Eu não conseguia ficar em pé.
- Acho que quebrei meu braço e perna esquerdos, estão doendo de mais, não estou agüentando. – resmunguei.
- Tudo bem, já percebi que isso se trata de colo.
O garoto pegou-me no colo, parecendo nem fazer esforço, e só neste momento consegui olhar seu rosto perfeitamente. Sorriso bonito, olhos pretos, cabelo bagunçado, pele branca... Gabriel.
- Boa maneira de nos conhecermos, não acha, Lara? – perguntou Gabriel.
- Me desculpa, só percebi que era você agora. Não estava enxergando nada devido ao sol nos meus olhos. – desculpei-me. – Como sabe meu nome?
- Você é novidade. Novidades são anunciadas antes mesmo de chegares. Eu percebi que era você assim que saí na garagem com Rafael e vi alguém passando de bicicleta na rua, cantando... Bom, praticamente gritando uma musica da Kate Perry.
Gabriel caminhava pela rua comigo no colo, e eu sentia somente o balançar de seus braços enquanto caminhava. Eu corei pelo seu comentário. Agora havia certeza de que eu estava cantando alto. Resolvi não comentar sobre meu mico.
- Para onde está me levando? – perguntei.
- Posto médico, ué.
- E a minha bicicleta? – eu a adorava. Ficaria muito triste se a perdesse.
- Ah, Rafael já a pegou.
- Quem é Rafael? – perguntei. – O que estuda conosco?
- Sim, ele é meu primo. – concordou Gabriel com um sorriso. – Como sabe nossos nomes?
- Kemilly me falou. Ela está me ajudando a se enturmar pela sala.
- A Kemmy é legal. Só acho que ela é muito na dela. - comentou Gabriel.
- Eu gostei muito dela. Tornou-se já minha melhor amiga.
Já conseguíamos avistar o posto médico, só não sei quanto tempo teria de esperar ali para ser atendida.
- O posto médico é bem ali. Meu tio é ortopedista então acho que ele poderá ajudar. Tem algum numero que eu consiga falar com sua mãe, ou seu pai? – perguntou Gabriel.
- Tem sim. Só não sei se poderão vir até aqui agora. Eles trabalham um tanto longe daqui.
- Vamos dar um jeito. Mas, por agora, vamos cuidar desses ossos. – Gabriel disse, olhando para minha postura totalmente trouxa em seu colo. – Sabia que eu pretendo ser ortopedista?
- Que bom. É uma profissão brilhante. – disse, tentando ser simpática.
Chegamos ao posto médico, e para minha satisfação não estava cheio. Na recepção, haviam umas cinco pessoas sentadas, algumas com uma cara mal e outras parecendo ser acompanhantes. De primeiro, todos olharam para mim, por estar chegando carregada de colo. Gabriel acomodou-me em uma das cadeiras da recepção, que pareciam uma daquelas recepções de banco.
- Espera só um minutinho, que eu vou resolver o teu problema.
Acomodei-me na cadeira, apoiando minha perna esquerda esticada em outra cadeira ao meu lado e não mexendo nem um pouco do meu braço esquerdo. Esperei por cerca de uns cinco minutos, e Gabriel já retornava.
- Vamos? – perguntou-me, abrindo um brilhante sorriso.
- Mas, já... – gaguejei.
- Sim, já falei com o meu tio, ele vai te atender agora mesmo.
Antes que eu pudesse checar se eu conseguia andar por mim mesma ele me pegou no colo, segurando-me facilmente como me trouxe até aqui. Gabriel era alto, tinha um corpo bonito, proporcional à sua altura, e eu me sentiria uma anã ao lado dele se estivesse em pé.
Andamos por um corredor extenso, onde só ouvíamos barulhos de maquinas de hospital, e poucos enfermeiros rondando de um lado a outro. Entramos em uma sala, que não era nem muito grande nem muito pequena, e o tio de Gabriel já esperava por mim, sentado atrás de sua mesa, remexendo em uns papéis. Ele era até bonito. Tinha os cabelos castanhos claros, os olhos meio esverdeados e um sorriso colgate, mas já tinha uns traços que o deixavam a mercê de um médico. Olhei então para o seu dedo e ali brilhava uma imensa aliança dourada. Sim, melhor eu me aquietar.
- Aqui está ela, tio Robert.
- Oh, aqui está. O que houve contigo, garota? – perguntou-me o médico, com um sorriso divertido.
- Ah, ela caiu de bicicleta na rua e amassou todo o lado esquerdo. – Gabriel respondeu por mim.
- Teremos de examinar isso daí. Não consegue mexer-se bem, consegue?
- Não. – respondi de prontidão.
- Ok. Seu nome?
- Lara Aguiar.
- Idade?
- Dezesseis.
Ele anotava meus dados em uns papéis, e Gabriel somente olhava tudo sentado em uma cadeira. A dor estava aumentando agora e eu precisava de uma solução para isso instantaneamente.
O médico pegou-me ao colo e colocou-me em uma maca branca, daquelas que se deitam os doentes para examiná-los. Esticou minha perna, fez alguns movimentos que por sinal doeram muito e fez o mesmo com o meu braço. Por fim, chegou ao diagnóstico de que eu fraturei o osso do braço e trinquei o da perna, enfim, teria de engessar em cima e embaixo.
- Gabriel, ligaste para os pais dela? – perguntou o Dr. Pedro.
- Sim, a mãe dela já está avisada. – concordou Gabriel.
O Dr. Pedro começou então a engessar a minha perna. Antes disso aplicou duas injeções na perna e braço esquerdos. Por fim, terminei toda branca de gesso e imobilizada. Teria de andar de muleta por alguns dias. E agora, como iria para casa?
- Você mora muito longe daqui? – perguntou o Dr.
- Não, não, é logo ali.
- Eu a levo. – ofereceu Gabriel.
- De colo? – perguntou o Doutor, arregalando os olhos.
- Eu a trouxe assim.
- Eu vou andando, com as muletas. Não é longe, e eu já consigo me locomover, pouco, mas consigo. – conclui.
- Eu te acompanho. – finalizou Gabriel.
- Se é assim, tudo certo, podem ir. Se precisar de algo, podem passar aqui. Lara, não esqueça, não molhe o gesso, tome cuidado com movimentos bruscos e não faça esforços. Daqui quinze dias, pode passar aqui com os seus pais para vermos como estarão os gessos, e então eu te recomendarei uma fisioterapia.
- Tudo bem. – concordei.
Acenei para o doutor, e saí, juntamente com Gabriel. Eu andava com dificuldade apoiada nas muletas, mas ele me ajudava, dando-me todo o apoio, e o meu peso caía sobre ele.
O caminho até em casa pareceu bem mais longo do que sempre era. O que me deixou mais animada foi que Gabriel sempre estava a puxar assunto e não deixava buracos na conversa nunca. Assim, não percebi muito o tempo passar nem o incômodo das muletas. O sol já estava indo embora, e estava na hora do crepúsculo. A paisagem era muito bonita, daquelas que se pinta em quadros para decoração.
Cheguei a casa, abri lentamente o portão, com dificuldade por dor no braço engessado, e Gabriel parou em frente à garagem.
- Quer entrar? – perguntei, como se isso fosse óbvio.
- Se não for te causar nenhum problema...
- Imagina, minha mãe já está quase chegando. E por falar nisso ela vai querer saber quem foi o meu salvador. – sorri amarelo.
Gabriel somente deu um sorriso, e entrou. Dirigimo-nos para a sala de estar, e Gabriel se sentou. Eu sentei-me junto a ele, cansada.
- Quer alguma coisa, uma água, deve ter alguma coisa para comer aqui também.
- Não precisa. Você esta cansada.

Bufei uma vez olhando para ele com cara de desdém, levantei cambaleando, quase caí, por sinal, fui até a cozinha, enchi dois copos com refrigerante e coloquei algumas bolachas de chocolate em um potinho. Voltei até a sala, e coloquei tudo na mesinha de centro.
Gabriel parecia mesmo estar com fome, pois comeu as bolachas sem nem sequer pensar.
- Bom, achei que você ia gostar se eu resgatasse isso... - disse Gabriel, tirando um objeto prateado do bolso. Era o meu Ipod.
Eu fiquei tão feliz como uma criança que ganha um ovo de chocolate, e isso reluzia em meus olhos. Eu achei mesmo que havia perdido o meu Ipod na queda. Minha felicidade foi tanta, que eu abracei-o sem ao menos pensar no que estava fazendo, e o meu braço esquerdo engessado reclamou de dor.
- Ai. – exclamei, afastando-me.
Gabriel somente riu, tentando abafar a risada com a mão. Então ouvi um barulho de chaves a abrir a porta. Olhei no relógio e este marcava 19 horas. Minha mãe estava chegando do serviço agora e com certeza iria surtar quando visse os meus gessos.
- Lara Aguiar de Freitas, o que aconteceu a você? Fiquei tão preocupada, minha filha. – minha mãe parecia nem ver Gabriel, mas em uma fração de segundos, olhou para ele e sorriu gentilmente. – Obrigada, Gabriel, por tratar tão bem da minha filha... Não sei o que seria dela sem a sua ajuda e do teu tio.
- Não há de que, meu tio avisou que se precisares, estará lá em seu consultório e que daqui uns dias já podem retornar lá com a Lara para remover os gessos.
Minha mãe ficou mais um tempo perguntando e exclamando sobre o que havia acontecido comigo e como eu consegui cair de bicicleta tão seriamente, e empanturrou Gabriel de comida. Ele conversou um pouco, e então decidiu que estava tarde e precisava ir embora.
Eu levei-o até o portão com dificuldade e pendurada nas muletas, dei um breve beijo rápido em seu rosto, e ele se foi. Voltei para a sala, e liguei a televisão, a procurar pelo meu programa favorito.
- Gostei do garoto, Lara. – minha mãe comentou.
- Sim, ele é bem gentil. – concordei. – E é um bom amigo.
- Somente amigo?
- Claro que sim. – olhei emburrada para minha mãe.
Ela estendeu as mãos para o alto, como quem se rende de algo, e foi para a cozinha preparar o jantar.
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Re: Morada da vingança

Mensagem por RafaVampireDiaries em Dom Jul 10, 2011 8:39 pm

noss mut bom, tadinha da lara.. fikei com do mais o gabriel foi mut gente boa, eu fikei com uma boa impressao da mae dela,ela parece legal! haha adorei a reacao dela qdo ele tirou o ipod do bolso!! laala, vc eh uma escritora mut boa, sinceramente acho q morro em 21 dias, eh mut tempo pra ler um livro, seu livro eh mut melhor q mut livro q jah li sem brincadeira
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Jennifer em Dom Jul 10, 2011 8:55 pm

Eu pensando que ela ia morrer no atropelamento, afinal foi so uns arranhões!! Lolol
“Acho que quebrei meu braço e perna esquerdos, estão doendo de mais, não estou agüentando.”esqueçam o que eu disse antes sobrem serem só arranhões!
Gente que vergonha, a Lara no colo dele e ele “zuando” ela por causa da cantoria!
“Tornou-se já minha melhor amiga.” Que rapidez!!
FURA FILA essa menina, se aproveitando do Gabriel, lol, ou então é o Gabriel que ta se aproveitando dela!! huhuhuhhu
“Olhei então para o seu dedo e ali brilhava uma imensa aliança dourada.” Casado? Corre!
“Por fim, terminei toda branca de gesso e imobilizada.” Que sexy que você vai ficar pra ir pra escola lolololol
Olha ela chamando ele pra entrar, v ela em Lara, de gesso é melhor você n convidar ESTRANHOS PRA ENTRAR NA TUA CASA!!
“dei um breve beijo rápido em seu rosto, e ele se foi.” E você queria outro beijo que eu sei!
xD
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Dom Jul 10, 2011 9:42 pm

RafaVampireDiaries escreveu:noss mut bom, tadinha da lara.. fikei com do mais o gabriel foi mut gente boa, eu fikei com uma boa impressao da mae dela,ela parece legal! haha adorei a reacao dela qdo ele tirou o ipod do bolso!! laala, vc eh uma escritora mut boa, sinceramente acho q morro em 21 dias, eh mut tempo pra ler um livro, seu livro eh mut melhor q mut livro q jah li sem brincadeira

Rafaaa obriigadãoo por todo esse apoiio!!
Desse jeito eu fico aqui me gabandoo! Obrigada por acompanhar minha história, Rafinha! Obrigada mesmo!
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Dom Jul 10, 2011 9:44 pm

Jennifer escreveu:Eu pensando que ela ia morrer no atropelamento, afinal foi so uns arranhões!! Lolol
“Acho que quebrei meu braço e perna esquerdos, estão doendo de mais, não estou agüentando.”esqueçam o que eu disse antes sobrem serem só arranhões!
Gente que vergonha, a Lara no colo dele e ele “zuando” ela por causa da cantoria!
“Tornou-se já minha melhor amiga.” Que rapidez!!
FURA FILA essa menina, se aproveitando do Gabriel, lol, ou então é o Gabriel que ta se aproveitando dela!! huhuhuhhu
“Olhei então para o seu dedo e ali brilhava uma imensa aliança dourada.” Casado? Corre!
“Por fim, terminei toda branca de gesso e imobilizada.” Que sexy que você vai ficar pra ir pra escola lolololol
Olha ela chamando ele pra entrar, v ela em Lara, de gesso é melhor você n convidar ESTRANHOS PRA ENTRAR NA TUA CASA!!
“dei um breve beijo rápido em seu rosto, e ele se foi.” E você queria outro beijo que eu sei!
xD

Pois é, Jenni! A Lara foi atingida de raspão pelo carro, o que fez ela se quebrar toda foi a queda de mal jeito meesmo!! E realmente, ela e Kemilly foram muito rapidinhas na amizade nãoo? Mas dessa parte ela não vai se arrepender, pode ficar tranquilaa!
Hahahahahaha.. ela vai ficar mesmo um tempinho com o gesso! Mas o Gabriel vai ajudá-la!! Vamos ver realmente se ele é bom ou se ai tem coisa! Very Happy
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Vaanny em Seg Jul 11, 2011 7:58 pm

Mãae
li como prometido. =]

Noossa mãae, vce escreve muuuuito bem mesmo.
#curiosidade: o Gabriel é vampiro?

Olhei então para o seu dedo e ali brilhava uma imensa aliança dourada. Sim, melhor eu me aquietar.
kkkkkkkk' eu ri.
Lara ataca pra todos os lados.
Rolling Eyes

E como assim a Lara vai se arrepender da amizade com a Kemilly ? Shocked
Gostei da Kemilly.

Resumindo mãae: mais uma ótima história feita por você.
beijoos
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Seg Jul 11, 2011 7:59 pm

Capítulo 3 – Dias se passando e um amor crescendo


Os dias em que eu passei engessada, não tive condições de freqüentar a escola, ou seja, fiquei duas semanas afastadas. Nesses dias, Kemilly e Gabriel vinham visitar-me e trazer-me os trabalhos e deveres de casa. E normalmente, Kemilly ficava comigo às tardes, e Gabriel, às noites.
Gabriel e eu começamos a ficar mais próximos a cada dia. Nós conversávamos todas as noites, assistíamos filmes, seriados, comíamos pipoca e chocolate, e inventávamos coisas para fazer. Ora eu cozinhava, ora ele o fazia. Ele me contou sobre sua vida, e eu contei-lhe sobre a minha, e sobre o período de tarde. Gabriel parecia gostar mesmo de mim, e talvez o comentário de minha mãe fizesse um pouco de sentido. E eu também comecei a perceber algo nele. Ele tinha um sorriso especial, um abraço cativante, e cada dia que se passava eu tinha mais vontade de permanecer ao seu lado. Ele até parecia mais bonito.
Kemilly começou a perceber. Uma semana antes de meu retorno à escola, Kemilly veio visitar-me e trazer-me um trabalho de Português sobre Romantismo Literário para eu realizar.
- E você e o Biel? Já rolou algo... – Kemilly praticamente afirmava.
- Não, claro que não. O Biel é um grande amigo.
- Ah, Lara, não me engane. Eu sei perfeitamente que está rolando algo entre vocês. O jeito como ele te olha, e o jeito como você olha para ele... é algo, surreal!
- É impressão sua. – corei.
Kemilly deu uma meia risada, e deu por encerrado o assunto. Eu estava muito cansada de ficar em casa, sem ver a luz do dia, estava se tornando tediante.
- Kemilly, o que acha de sairmos essa tarde?
- Para onde? – ela pareceu se espantar.
- Só vamos dar uma volta na rua. Eu consigo andar, com as muletas, mesmo que devagar. Não agüento mais ficar aqui em casa sem nem sequer ver a rua. Por favor, diga que sim. – eu implorei, fazendo beicinho.
- Lara, você pode se machucar novamente.
- A gente só dá uma volta até o matagal próximo à sua casa e volta. Por favor.
Kemilly revirou os olhos, ponderando minha proposta.
- Ta ok, vamos. Mas só uma volta, em? – concordou.
Se eu estivesse em condições teria pulado. Fiquei imenso feliz, pois fazia uma semana que não saía na rua. Kemilly ajudou a levantar-me, e eu já estava mais acostumada nas muletas. Saímos portão afora, e o dia já quase escurecia, estava em pleno fim de pôr-do-sol. Kemilly saiu a andar junto comigo, em meu passo lento, me acompanhando. Fomos conversando calmamente, sobre qualquer coisa que fosse, e eu me sentia radiante por poder sair na rua.
Então, subitamente, algo nos surpreendeu. Quando estávamos chegando próximo ao matagal, ainda não passando em sua frente, uma garota alta, que usava uma saia e meia calça rasgada, vinha atravessando a rua completamente bêbada. Ela cambaleava de um lado para o outro, quando um carro, provavelmente de um motorista distraído, não a viu cambalear pela rua e a acertou em cheio. A estrada do matagal era praticamente deserta, portanto era normal os motoristas passarem por ali em alta velocidade, e os acidentes também eram constantes. Mas eu nunca havia presenciado um dessa forma.
O corpo da garota se contorcia no chão ao lado do carro, e o motorista desceu para ver a situação. Uma poça enorme de sangue se formava ao lado do seu corpo. Naquele instante, Kemilly pareceu paralisar. E então, num súbito momento, senti que ela começava a arfar, e agoniar-se, parecendo que ia vomitar.
- Kemmy, o que está havendo? – perguntei, desesperada.
Tentei acariciá-la no rosto, mas ela não deixou sequer eu olhá-lo. Sua pele começava a ficar mais branca e a refletir à luz da lua que já aparecia no céu, e sua respiração acelerava, agora fora do comum. Então, um grito cortante e agoniado saiu pela sua garganta, me assustando totalmente, antes que ela saísse correndo em uma enorme velocidade para a rua que levaria à sua casa.
Levei alguns segundos para me recuperar. Meu coração batia descompassadamente, e eu comecei a tentar andar o mais rápido que podia com as muletas, em direção à minha casa. Quando lá cheguei, com muita dificuldade, Gabriel estava no portão à minha espera, e percebeu minha face de agonia.
- Lara, o que passas contigo?
Eu somente abracei-o e desabei em lágrimas, molhando a sua camisa azul clara com o meu choro.
- Calma, vamos lá para dentro. – sussurrou Gabriel, acariciando meu cabelo.
Entramos em casa, e eu desabei em cima do sofá. Então, tive de dar-lhe algumas explicações, afinal, não poderia ficar ali chorando com ele a me ajudar sem ao menos saber o que se passava.
- Eu acabei de presenciar um acidente horrível próximo à estrada do matagal. – eu mal conseguia falar com os soluços.
- Você não deveria ter saído sozinha. – ele advertiu-me.
- Eu estava com a Kemmy, mas ela pareceu passar muito mal ao ver o acidente, e saiu correndo prestes a vomitar, ou desmaiar, ou sei lá o que.
- Ela te deixou sozinha? – Gabriel agora parecia nervoso. – Mas ela vai se ver comigo amanhã.
- Gabriel, por favor, não faça nada, não foi culpa dela. Somente me traga noticias dela amanhã, okay?
Ele deu uma respirada funda por um momento, mas então assentiu com a cabeça, concordando. Ele me acalmou um pouco sobre o fato do acidente, fazendo uns lanches e suco para que eu comesse. Ele ficou comigo até a hora habitual, e então se foi, deixando-me sozinha com as minhas imagens daquela cena horrível.
De noite, um sonho macabro me atormentou. Sonhei que estava em um lugar escuro, parecia uma estrada, sozinha, e de repente um vulto cortava o meu caminho. Era uma garota, dos cabelos pretos e a pele muito branca, com uma capa preta e a boca totalmente suja de um batom vermelho borrado.
Quando ela olhou para mim, percebi que não se tratava de um batom, e sim de muito sangue que borrava toda a sua boca, e que seus olhos brilhavam em um vermelho vinho, meio amarronzado... E por fim, para meu terror, percebi que se tratava de Kemilly...
Acordei, arfando e respirando rapidamente, com a mão em meu coração que batia totalmente descompassado. Tentei acalmá-lo, mas minha tentativa foi frustrada. Perdi o sono pelo resto da noite. Quando voltei a dormir, já eram 7 horas da manhã. Em compensação, dormi até meio-dia, e sem sonhos. Acordei com a campainha tocando.
Levantei-me totalmente sonolenta da cama, com uma expressão de quem iria cair a qualquer momento. Dei um grito de “já vai”, e comecei a vestir-me, com uma calça jeans qualquer e uma camiseta, e escovei rapidamente os dentes, jogando um enxaguante bucal. Joguei os meus cabelos para frente e para trás sucessivamente para que ele arrumasse, e olhei pela janela. Era Gabriel, e parecia vir da escola.
Desci às escadas correndo, e abri o portão para encontrá-lo, querendo mesmo noticias de Kemilly. Ele olhou–me profundamente, para o meu rosto cansado.
- Você está bem, Lara? Parece cansada.
- Realmente estou, tive um pesadelo. – concordei. – Entra aí.
Ele entrou, eu fechei o portão com a minha chave e quando eu virei-me ele estava a somente alguns centímetros de mim.
- Eu preciso... Confessar-te uma coisa. – ele sussurrou para mim.
Meu coração disparou com a proximidade de nossos rostos. Ele aos poucos foi se virando, enquanto eu continuava sem reação, enquanto ele se aproximava, mas mesmo sabendo o que ele estava prestes a fazer, não tentei barrá-lo. Então, ele me beijou.
Algo dentro de mim pareceu se manifestar com aquele beijo, e instantaneamente eu estava retribuindo-lhe, sem ao menos ter consciência se isso era mesmo o certo a fazer. Ele afastou seus lábios dos meus docemente, olhando-me nos olhos de uma forma totalmente intensa e profunda.
- Desculpe... Eu... Não sei o que me deu. – Gabriel gaguejava, agora sem olhar para mim.
- Não se desculpe.
- É que esses dias que estou passando aqui com você... Não sei... algo aqui em mim, mudou.
- Eu percebo isso em mim também.
- Mas a minha atitude foi incalculada, me desculpe mesmo, eu não deveria ter feito isso e...
Antes que ele pudesse terminar de falar novamente, eu o beijei. E agora eu sabia exatamente o que eu estava fazendo. Eu havia gostado e mesmo sem meu subconsciente saber disso, eu já estava esperando por tal atitude. O que eu não queria era que ele ficasse por ai se lamentando e sem ao menos saber o que eu pensava de tudo isso.
Eu separei meus lábios dos seus, abraçando-o fortemente agora, recostando minha cabeça em seu tórax. Eu não queria mais separar-me dele, nunca.
- Obrigada por isso. – ele sussurrou docemente em meu ouvido, enquanto eu somente soltava uma risadinha de lado.
- Mas agora, preciso falar contigo. – disse, olhando para ele agora. – Tem alguma noticia da Kemmy?
- Bom... Ela faltou à escola. Não sei se está doente, pois ninguém foi até lá justificar a sua falta... Normalmente ela vem te ver as tardes, não?
- Sim, ela vem. – concordei.
- Talvez ela venha hoje.
- Talvez... – sussurrei, pensando por um segundo.
- Gabriel... Você sabe onde fica a casa da Kemilly? – perguntei.
- Não muito bem, mas talvez o Rafa saiba. Por quê?
- Se ela não vier até mim hoje, eu terei de ir até ela. – eu disse, séria. – Ela me deixou preocupada ontem. Ela parecia ter alguma aversão à sangue. Mas nem sequer deixou-me ajudar.
- Você não vai a lugar algum enquanto estiver com esses gessos. Depois que você tirá-los, eu mesmo vou com você.
Bufei, mas não iria discutir com ele nesse momento. Se preciso fosse, eu iria escondida mesmo. Só esperaria até amanhã.

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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Seg Jul 11, 2011 8:02 pm

Vaanny escreveu:Mãae
li como prometido. =]

Noossa mãae, vce escreve muuuuito bem mesmo.
#curiosidade: o Gabriel é vampiro?

Olhei então para o seu dedo e ali brilhava uma imensa aliança dourada. Sim, melhor eu me aquietar.
kkkkkkkk' eu ri.
Lara ataca pra todos os lados.
Rolling Eyes

E como assim a Lara vai se arrepender da amizade com a Kemilly ? Shocked
Gostei da Kemilly.

Resumindo mãae: mais uma ótima história feita por você.
beijoos

Fiilha, obrigada mesmo por ter passado aquii! Então, esclarecendo umas coisiinhas... quanto ao Gabriel, ainda vãoo rolar muitas águas aii, não posso dizer bem o quee, mas todos vão se surpreender!!
E ela nãoo vai se arrepender da amizade da Kemilly não, aliás, vai ser uma das poucas coisas do qual ela não vai se arrepender Smile Eu vou postar aqui uma ftoo da menina que eu pensei em ser a Lara !

Beijoo filha, obrigada mesmo Very Happy
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Jennifer em Seg Jul 11, 2011 8:29 pm

“não tive condições de freqüentar a escola,”
sem duvida a melhor parte de ficar toda quebrada!
“e Gabriel, às noites.”
Cheiro de senvergonhice aqui!!
“A gente só dá uma volta até o matagal próximo à sua casa e volta. Por favor.”
Só boas ideias que essa menina tem, ta toda estrupiada e quer ir dar uma volta NO MATAGAL, G-zuis
Txi a kemmy ficou meia ruim vendo esse acidente, sangue de mais pra coitada aguentar a sede!
E a Lara ficou sozinha de moleta na rua.
Pesadelo revelador que ela ta tendo!!
O inconsciente dessa menina é uma beleza!
“Então, ele me beijou.”
E ela dizia que não tinha nada entre eles!!
Hum, e a kemmy ta em casa escondida ate agora?
Hum, curiosa aqui!

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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Seg Jul 11, 2011 8:34 pm

Jennifer escreveu:“não tive condições de freqüentar a escola,”
sem duvida a melhor parte de ficar toda quebrada!
“e Gabriel, às noites.”
Cheiro de senvergonhice aqui!!
“A gente só dá uma volta até o matagal próximo à sua casa e volta. Por favor.”
Só boas ideias que essa menina tem, ta toda estrupiada e quer ir dar uma volta NO MATAGAL, G-zuis
Txi a kemmy ficou meia ruim vendo esse acidente, sangue de mais pra coitada aguentar a sede!
E a Lara ficou sozinha de moleta na rua.
Pesadelo revelador que ela ta tendo!!
O inconsciente dessa menina é uma beleza!
“Então, ele me beijou.”
E ela dizia que não tinha nada entre eles!!
Hum, e a kemmy ta em casa escondida ate agora?
Hum, curiosa aqui!


Poiis, Jenni, eles não faziam nada de mal às nooites ein ;s
Mas você sempre me faz rir com esses comentários!
E tadinha da Kemilly, quase foi revelada, realmente!
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Qui Jul 14, 2011 7:32 pm

Capítulo 4 – Descobertas fatais


O dia passou-se, e como algo aqui no meu subconsciente dizia-me, Kemilly não veio até mim. Suspeitei que ela estivesse mesmo doente. Mais dois dias passaram-se, e Gabriel veio visitar-me nos dois, dizendo que Kemilly não compareceu à escola nesses dois dias também. Já estavam todos começando a ficar preocupados.
Então, ontem, eu fui tirar o gesso da perna. Graças a Deus, eu não agüentava mais me sentir uma mula manca. O Dr. Robert deu-me recomendações de que eu não corresse muito nem fizesse esforços demais, e que eu teria que freqüentar fisioterapia toda semana durante um mês. Na próxima semana eu iria até lá tirar o gesso do braço.
Eu já poderia voltar à escola se quisesse, mas preferi por não fazer, pois eu era canhota e a mão de escrever ainda estava imobilizada. Eu só ficaria lá para ouvir, então achei melhor esperar mesmo até o fim da semana, e só comparecer semana que vem.
Hoje Gabriel demoraria a vim me ver, pois ele tinha que fazer um trabalho em grupo com os meninos. Não sei se o fato de ontem já havia chegado ao ouvido deles.
Teria de me acostumar e ter cara para chegar à escola semana que vem, pois algo na minha cabeça dizia-me que todos já sabiam que nós estávamos juntos, e principalmente aquelas patricinhas que não gostavam de mim. Ninguém merece.
Passei a noite, com glória, sem pesadelos. Acordei por volta de meio dia, e me troquei rapidamente, sem nem ao menos comer nada. Coloquei um casaco com touca, a fim de esconder-me se fosse preciso, e nem me arrumei direito.
Saí porta afora, e eu estava agora morrendo de calor. O tempo não estava assim tão gelado para se sair com blusa de frio. O pessoal na rua deveria estar estranhando meus trajes, até de touca eu estava.
Andei devagar, dando à volta na rua sem saber ao certo aonde iria parar. Eu precisava de alguma noticia de Kemilly, mas não sei por que a minha intuição dizia-me para proteger-me e usar esse disfarce ridículo que estava me fazendo suar. Eu não sabia nem sequer onde era sua casa, porque Gabriel não quis colher informações para mim, com medo de que eu fizesse algo às suas costas. Mas o que ele não sabe, é que NUNCA, mas nunca mesmo, ele irá me privar de algo, ou alguém me parará quando eu colocar alguma coisa na cabeça.
Continuei andando, seguindo somente minha mente. Eu me lembrava do primeiro dia de aula em que vi a rua em que Kemilly entrou e em que direção ela foi. Ficava atrás do matagal. Ok. Seria uma tolice querer passar por ali sozinha, mesmo de dia, mas eu não estava nem aí.
Avistei ao longe a estrada do matagal, mas continuei a andar na mesma velocidade em que estava. Pela primeira vez, parei para observar aqueles matos. Eram árvores altas e bem verdes, que iam se espalhando para trás, e assim tomando conta de tudo. Parecia mesmo uma floresta na cidade. Eu via galhos torcendo-se sobre as árvores, e até alguns pássaros a rodearem o local. Não sei por que ele me causava tanto medo assim. Afinal, Kemilly passava por ali todos os dias e nunca lhe aconteceu nada, sendo que ela tem o mesmo porte que eu, mesma altura, mesma idade.
Entrei então na estreita estradinha que atravessava o matagal. Era asfaltada, mas ainda assim coberta por um pouco de terra que desviava do meio das árvores. Era bem mais estreita que uma rua normal, sendo assim possível atravessá-la somente um carro de cada vez.
Tentava lembrar-me agora da direção que Kemilly havia seguido aquele dia. Meu cérebro trabalhava a mil, e eu já havia até esquecido um pouco do meu disfarce, pois aquela rua era totalmente deserta. O que mais me estranhou, é que não se avistava casa nenhuma.
Então, ao longe, bem longe, consegui avistar uma casa. E para minha surpresa, era até um pouco grande. E isolada. Não havia outras casas na rua ou próximas, somente uma. Ela era vermelha com vidros fumê, e tinha dois andares. Mas mesmo sendo sobrado como a minha, ainda assim parecia ser maior. Era bonita. Não tinha um portão. A entrada era somente uma porta normal, estilo aqueles filmes de Nova York. Em compensação as janelas eram bem grandes, e só se destacavam os vidros fumês.
Fui andando até ela, convicta de que aquela era a casa de Kemilly. Aproximei-me mais e mais, e então, pude perceber alguém saindo da casa. Escondi-me no meio do mato, e abusei do meu disfarce. Coloquei a touca, e fiquei agachada, somente olhando.
Era Kemilly a sair da casa. Sim, eu havia acertado quanto a casa. Kemilly saiu andando, e parecia normalmente bem. Nenhum sinal de estar doente, ou machucada, ou nada parecido. Fiquei a observar. Ela estava caminhando para uma estrada oposta à da nossa escola, adentrando mais ainda no matagal.
Eu já estava agachada a demasiado tempo, e minhas pernas cansaram instantaneamente, e sem ao menos perceber, caí para trás, sentando-me na relva de folhas. Mas o barulho pareceu chamar a atenção. O que foi estranho, pois foi relativamente baixo, até para mim. Kemilly virou-se instantaneamente, e logo em seguida sumiu de minha visão.
Em menos de cinco segundos, levei um susto imenso. Algo apareceu por trás de mim, virando-me bruscamente e rosnando violentamente para mim, com duas presas à mostra e os olhos de um vermelho intenso, com uma face totalmente branca e marcada por veias roxas. Instantaneamente, um choque tomou conta de mim. Era uma imagem que eu conhecia. Meu sonho. Kemilly.
Eu soltei um leve gritinho, deixando a touca da minha blusa cair para trás com o impacto de meu susto, soltando meus cabelos e revelando meu rosto. Em seguida, a face do monstro pareceu mudar-se, sumindo as presas e as veias, e os olhos voltando a brilhar em preto reluzente, transformando-se na minha amiga. Kemilly.
Dei um passo para trás, inconscientemente.
- Não. Não pode ser. – eu sussurrei para mim mesma, mas ela pareceu ouvir.
- Lara. Calma. Controle-se, não é nada disso... – Kemilly começou a se explicar, soltando as palavras uma atrás da outra descompassadamente.
- Como não é nada disso? Eu vi. – eu agora tremia de medo, aterrorizada.
- Eu posso te explicar, se você deixar. Não vou lhe fazer mal.
- Eu vi, você é um monstro, ia me atacar. – eu continuava a andar para trás, quase correndo de costas, e ela vindo em minha direção, mas não agressivamente.
- Eu pensei que fosse algum intruso. Não é comum atravessarem a estrada do matagal assim. E por falar nisso, o que você esta fazendo aqui, era para você estar em repouso, em casa.
- Meu sonho... O sangue... O acidente... Agora faz sentido... – eu murmurava para mim mesma, aterrorizada.
- Sonho...?
- Você é um mostro!! – eu gritei, agora. – Não, não, isso não é possível, essas criaturas não existem, eu estou em mais um pesadelo, de certeza.
- Calma, Lara, por favor. – ela agora banhava em lágrimas. – Vamos conversar lá em casa.
- Você é uma vampira! Como ousas me convidar para algo assim? – perguntei, incrédula.
- Sou uma meia-vampira. Ainda tenho parte humana.
- Isso é impossível, não tem como. – eu não agüentei e desabei de chorar. – Eu só acredito porque vi.
- Por favor, vamos até a minha casa, eu te explico tudo.
- Ah é? E o que por acaso tem na sua casa, caixões, galões de sangue?
- Para com isso, não tem nada disso.
- Sai de perto de mim, eu não posso ficar perto de você. Você mentiu para mim, você me abandonou, você não me deu uma noticia. Acho que estou aqui por quê?
- Eu te entendo. Por favor, deixe-me explicar. Eu nasci assim, mas não são todos que nascem. Eu não vou fazer-lhe mal. Eu prometo-te. Eu sou controlada, eu freqüento um lugar onde existem muitos assim como eu. E lá, todos nós aprendemos a controlar-nos. Como acha que eu freqüentaria a escola se estivesse mentindo?
Realmente, um pouco do seu discurso fazia sentido. Mas eu ainda estava muito, mas muito mesmo assustada com toda essa situação para compreender de forma lúcida. Respirei por um minuto, pensando que realmente ela pudesse não me fazer mal. Eu havia passado bastante tempo com ela e ela não fez nada a mim em nenhum deles, nem sequer me deu pistas, somente no dia do acidente, que eu penso ser devido ao sangue. Eu poderia pelo menos ouvir suas explicações.
Ela olhava-me de uma forma piedosa, como que se implorasse com os olhos.
- Ok. Eu vou até a sua casa. Mas eu não te prometo mais nada.
- Tudo bem. Eu te explico tudo, e se não quiseres nunca mais olhar na minha cara, eu te entendo.
Assenti com a cabeça, e saí andando atrás dela.

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Re: Morada da vingança

Mensagem por Jennifer em Qui Jul 14, 2011 8:02 pm

ela descobriu?
deve ter sido um choque e tanto mesmo.
tadinha da kem, ta com medo de perder a amiga.
porque que ela nao tem ido pra escola? nao entendi!
o namorado da nossa protagonista vai adorar saber que ela se enfiou com o braço engessado e uma perda recentemente curada pro meio do matagal.
e quando ela chegar na escola ta com vergonha de ser vista com o namorado? da mole so pra ver uma piriguete pegando ele pra ela rapidinho!!
xDD
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Qui Jul 14, 2011 8:07 pm

Jennifer escreveu:ela descobriu?
deve ter sido um choque e tanto mesmo.
tadinha da kem, ta com medo de perder a amiga.
porque que ela nao tem ido pra escola? nao entendi!
o namorado da nossa protagonista vai adorar saber que ela se enfiou com o braço engessado e uma perda recentemente curada pro meio do matagal.
e quando ela chegar na escola ta com vergonha de ser vista com o namorado? da mole so pra ver uma piriguete pegando ele pra ela rapidinho!!
xDD

Jenni, no cap. seguinte você vai entender mais ou menos porque ela não tava indo para a escola... No próximo elas vão colocar tudo em pratos limpos Smile
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Jennifer em Qui Jul 14, 2011 8:10 pm

hum ok, eu aguardo!
xD
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Re: Morada da vingança

Mensagem por Lais_Salvatore em Qui Jul 21, 2011 1:42 pm

Capítulo 5 – Informações demais para absorver

Kemilly andou o curto caminho de onde estávamos até a sua casa, de cabeça baixa, às vezes dando umas olhadelas rápidas na minha direção. Eu somente seguia atrás dela, sem dizer uma palavra.
Minha cabeça estava a rodar desesperadamente, e também com um pouco de medo de que ela me atacasse, ou do que veria na sua casa. Meu coração estava mais disparado do que nunca, e eu pensava se saberia lidar com a situação ou não. Se ela voltaria a ser a antiga Kemmy para mim, ou se a partir de agora eu a veria como a Kemilly monstro.
Meu coração ao mesmo tempo em que estava desesperado, estava triste. Eu sentia meu braço engessado doer, e lágrimas a formarem nos meus olhos.
Chegamos então a casa, e de pertinho ela era ainda mais bela. O sol refletia em seus vidros fumês fazendo-os brilhar.
- Chegamos. – bradou Kemilly, olhando para mim, com a mão na maçaneta, como se esperasse uma afirmação.
Somente assenti com a cabeça. Kemilly abriu a porta, e ao contrário do que eu pensava, a casa não tinha nada de sombrio. Era bonita. As paredes eram brancas, e a casa era toda enfeitada com móveis cor de tabaco.
A entrada dava para a sala, onde se encontrava uma televisão preta de LCD, um tanto maior que a da minha casa, e uma estante grande. À sua frente, estava um lindo sofá vermelho estofado e com um aspecto macio. Eu passei meus olhos rapidamente pela sala toda, e me senti um pouco aliviada.
- Vamos até o meu quarto, lá a gente conversa. – disse Kemilly, batendo a porta atrás de nós.
Subimos às escadas, que tinham formato de caracol e faziam barulho quando pisávamos, por os degraus serem de madeira. No andar de cima, era tudo demasiadamente branco. Havia um corredor enorme após à escada, com várias portas, que eu deduzi como sendo quartos, e um banheiro, pois uma das portas era sanfonada.
Entramos na primeira porta após a escada. Era o quarto de Kemilly. Ele era lindo, lindo mesmo. Tinha as paredes em um tom de rosa clarinho, com várias borboletas coloridas coladas pela parede. Sua cama era branca, com uma colcha lilás que tornava o quarto um tanto angelical. As janelas também eram brancas, e enormes, eu poderia passar com pernas de pau por ela, e os vidros do lado de dentro nem pareciam escuros. A luz do sol iluminava a parte de dentro do quarto, deixando-o bem claro, e pela janela era possível enxergar tudo do lado de fora bem claramente e com cores vivas. Ao lado direito estava um enorme guarda roupa, quase um closet, também branco, e uma mesinha com um notebook.
- Sente-se. – ela ofereceu, apontando para a cama.
Sentei-me, enquanto Kemilly estava virada para a janela, e esperei que ela começasse a falar.
- Tudo isso começa antes mesmo de eu nascer. – começou Kemilly, bem baixinho, como se estivesse presa em seus devaneios. – Minha mãe envolvia-se com um vampiro, que é meu pai. E por isso eu nasci meio humana. Minha mãe era humana, e eu também tinha o gene dela. Ela teve uma gravidez tranqüila, porque um bebê meio vampiro não nasce com força sobrenatural. Nasce como uma criança normal. Todas as habilidades anormais aparecem após os 10 anos, mais ou menos, ou se essa criança for mordida, antes disso, pelo pai ou pela mãe, o que for vampiro, ou mesmo se os dois forem. Obviamente que após meu nascimento, meu pai transformou minha mãe. Se não ela envelheceria, e ele não.
- E qual foi o seu caso? Transformou-se naturalmente, ou você foi mordida? – perguntei, curiosa.
- Comigo foi da pior forma. Fui mordida pelo meu pai, quando tinha sete anos. Sofri um acidente, e eu precisava entrar em transição para poder me curar. Caso contrário, morreria. E meu pai me mordeu para me salvar. Mas, após alguns meses do acidente, comecei a sentir-me estranha. Estava em transição, e era apenas uma criança.
- Mas... eu não imaginava que fosse assim.
- Pois é. Eu ficava louca após sentir qualquer cheiro de sangue, ou até mesmo cheiro de carne. Eu tinha febres constantes, muita dor de cabeça, e tornei-me numa criança chata. Como eu entrei em transição antes do tempo normal, demorou mais do que o devido. Dois anos. Normalmente, quando se entra em transição após os dez anos, dura somente uns seis meses até que a pessoa amadureça a parte vampiresca por completo.
- E o que você é capaz de fazer? – perguntei.
- Bom, eu me transformo e volto ao normal muito rapidamente.
- É, eu realmente percebi. – sorri de lado.
- Mas quando estou em forma humana, eu somente consigo ver a aura das pessoas, tenho reflexos rápidos e escuto muito bem. Escuto barulhos de muito longe. Agora mesmo eu estou escutando o tic-tac do relógio do andar de baixo, o farfalhar das folhas do matagal... Ah, e tem também um carro freando na rua de trás...
- Tudo bem, já entendi. E quando está como vampira? Para falar a verdade, como faz para transformar-te?
- Vou te explicar coisa por coisa. – disse Kemilly, pausando. – Eu me transformo em vampira quando meu corpo entra em alerta. Se há algum perigo, ou uma mudança brusca de algo, como meu temperamento. Ou, em casos mais extremos, quando estou com muita fome ou... Quando vejo muito sangue. – Kemilly pareceu hesitar em sua ultima frase.
- Eu percebi, no dia do acidente. – comentei.
- Mas isso não acontece com freqüência. Pois eu sou controlada, aprendi essas técnicas com o passar do tempo, e ainda aprendo.
- E o que podes fazer quando estás como vampira?
- Bom, posso correr tão rápido que você nem me veria, posso empurrar carros, derrubar árvores... Posso sentir cheiros de muito longe, escutar umas dez vezes mais o que eu já escuto, dar pulos demasiadamente altos, entre outras coisas, não muito importantes.
- Uau. – foi somente o que saiu da minha boca.
- Eu freqüento um lugar, desde os dez anos, para aprender a controlar-me. Estou no ultimo ano de minha formação, por isso, sou muito controlada, mesmo. Isso varia de idade. Um exemplo, eu somente freqüentei todos esses anos, pois fui transformada nova. Se eu entrasse em transição em tempo normal, eu ainda teria de freqüentar todos esses anos. Mas, se eu fosse uma humana normal, como você, e me transformasse agora, com a minha idade, freqüentaria somente seis meses, que é o tempo de adaptação. É como se tudo dependesse da sua maturidade, como se você já se transformasse, entre aspas, sabendo, algo do seu instinto. Meus pais se mudaram para fora do país à um ano, eles não conseguem estar presos à só um lugar... E deixaram esta casa aqui para mim, pois eu ainda tinha de aqui ficar para terminar a minha formação... Matricularam-me em uma escola comum para os humanos, pois eu mesma quis terminar os estudos, e foram-se embora. Depois, até posso ir viver junto deles. Eles sempre me ligam, dão noticias, dizem para ir-me viver com eles, mas eu prefiro ficar aqui. Gosto desta casa, mesmo depois de terminar minha formação, eu ainda pretendo ficar aqui por algum tempo.
- Parece tudo tão simples. – comentei. – Só parece.
Kemilly riu, e agora sim ela parecia a Kemilly, minha amiga.
- Você não pensa em ficar sempre como vampira? – perguntei. – Isso seria possível?
- Bom, seria, se eu fosse mordida por algum vampiro mais velho, que seja inteiramente vampiro e que não seja nem meu pai nem minha mãe. Mas seria difícil, pois meu instinto atacaria, eu me transformaria, minha pele ficaria mais resistente e impenetrável, e assim ficaria difícil de que esse tal vampiro me mordesse. E, no meu caso, se eu tentasse esconder minha forma humana sempre, teria de viver sempre em alerta, e quando estou como vampira, fico com os olhos vermelhos. Posso esconder até as presas e as veias, mas os olhos são inevitáveis. Isso só seria diferente se eu fosse inteiramente vampira.
- Você tem a imensa certeza de que nem eu, nem ninguém da escola corre perigo com você por perto?
- Absoluta. Quando alguém se machuca na educação física, o sangue é pouco. Não me afeta em nada. Não há perigo. Eu ainda sou a Kemilly de que você conhece. Por favor, dê-me uma chance, e eu mostrarei tudo à você, até mesmo as técnicas que eu aprendi em todos esses anos e que são típicas de minha espécie, até te levo ao meu treinamento se quiser. Só tenho mais um mês até minha formação estar completa. Eu te explico tudinho mesmo, e vamos continuar a ser as amigas de antes. Eu não fui te ver esses dias todos, pois fiquei todos eles em treinamento pelo meu fracasso. Nem sair da morada eu saía. Somente vim para casa hoje.
- Bom, eu entendo você, e acho que posso agüentar. – e agora sorri como sempre sorria em nossas conversas. – O sol te afeta? – perguntei.
- Em nada. Só afeta a vampiros inteiros, ou seja, os queima. Mas a maioria deles usam talismãs enfeitiçados que revertem esse acontecimento. Mas a mim, que tenho o gene humano, não afeta em nada.
Sim, ela ainda era a Kemilly minha amiga, doce e amigável, que eu conhecera no inicio das aulas e que ia me ver todas as tardes. Eu iria apoiá-la no que ela precisasse. Eu estaria do seu lado, sempre.
- Você é a minha Kemmy de sempre! – exclamei, e sai correndo ao seu encontro, abraçando-a com o meu braço bom.
Eu nunca abandonaria a minha amiga, que sempre quis me proteger e me ajudar. Tudo não era assim tão maléfico como eu pensava. Seria somente uma questão de adaptação, e o tempo se encarregaria disso.


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